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Altas taxas de combustível mudam rotina de americanos

Mais de 80% dos americanos mudaram seus hábitos devido às altas taxas de combustível, segundo um levantamento da LendingTree.

Mais de 80% dos americanos mudaram seus hábitos devido às altas taxas de combustível, segundo um levantamento da LendingTree

Os altos custos de manter um carro estão levando muitos americanos a reorganizar seus deslocamentos diários. Isso inclui combinar compromissos, reduzir trajetos e procurar combustível mais barato antes de abastecer.

Um novo levantamento da LendingTree mostra que 81% dos americanos já mudaram algum hábito por causa das despesas relacionadas à condução ou ao transporte.

| Hábito | Porcentagem | | --- | --- | | Dirigir menos do que há um ano | 20% | | Reduzir trajetos | 64% | | Procurar combustível mais barato | 28% | | Evitar viagens | 10% | | Adiar a compra de um veículo | 5% | | Postergar serviços de manutenção | 4% |

Entre os entrevistados, 20% afirmam dirigir menos do que há um ano, e 64% desse grupo apontam o preço elevado da gasolina entre os principais motivos.

A média nacional do combustível chegou a US$ 4,07 (R$ 21) por galão, valor US$ 0,93 (R$ 5) superior ao observado um ano antes. Essa diferença representa alta de 29,6%, movimento atribuído em grande parte ao conflito e ao impasse envolvendo o Irã durante o período analisado.

Mesmo diante dessa elevação, 34% dos participantes afirmam que estão dirigindo mais atualmente do que faziam no mesmo período do ano anterior.

A tendência aparece com maior força entre integrantes da geração Z, dos quais 56% relatam aumento no uso do carro durante os últimos 12 meses. Entre pais de crianças e adolescentes com menos de 18 anos, 52% também dizem estar dirigindo mais, contrariando a tendência de redução encontrada em outros grupos.

A estratégia mais comum para economizar é reunir diferentes tarefas em um número menor de viagens, alternativa adotada por 38% dos participantes da pesquisa. Outros 31% dizem simplesmente ter reduzido o volume total de deslocamentos, enquanto 28% pesquisam postos mais baratos antes de decidir onde abastecer.

Os gastos mensais mostram diferenças consideráveis, já que 10% dos participantes afirmam desembolsar US$ 1.000 (R$ 5.200) ou mais com transporte. Na outra ponta, 30% gastam menos de US$ 100 (R$ 521) mensais, formando o maior grupo individual dentro das faixas apresentadas pelo estudo.

| Faixa de gastos | Porcentagem | | --- | --- | | Menos de US$ 100 | 30% | | US$ 100 a US$ 249 | 26% | | US$ 250 a US$ 499 | 20% | | US$ 500 a US$ 999 | 14% | | Mais de US$ 1.000 | 10% |

Esses números, porém, precisam ser interpretados considerando que somente 68% dos participantes afirmaram dirigir e ter acesso regular a algum veículo. A composição da amostra pode puxar a média de despesas para baixo, já que uma parcela relevante da amostra não depende diretamente de um carro no cotidiano.

A prática de compartilhar caronas é especialmente frequente entre integrantes da geração Z, grupo relativamente jovem no qual uma parcela dos participantes pode não possuir veículo próprio. Assim, combustível mais caro e outras despesas ligadas ao transporte não reduzem necessariamente o uso do carro para todos, mas já alteram hábitos de grande parte dos americanos.

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